Atividades culturais

«Las muertas», de Jorge Ibargüengoitia

«Las muertas», de Jorge Ibargüengoitia Texto: Jorge Ibargüengoitia / RBA Editores

As mortas começa num dia ensolarado de janeiro, em que quatro viajantes atravessam calmamente uma serra mexicana. Ao chegarem a Salto de Tuxpana, já com a luz do dia a declinar, perguntam por uma padaria e recebem as direções das três que existem. Na última que visitam, a única mulher entre os quatro reconhece o seu objetivo, preparam uma lata de gasolina que derramam no chão do local, ateiam fogo e fogem tão calmamente como chegaram. As únicas vítimas do incêndio, o casal que administra o local, sobrevivem e o marido é o primeiro a prestar depoimento sobre os fatos. Mal podiam suspeitar que, a partir desse interrogatório a uma vítima, acabariam desvendando uma das tragédias mais surreais, sinistras e até cômicas de que se tem memória no México. 

 

Jorge Ibargüengoitia (Guanajuato, 1928- Madrid, 1983). Dramaturgo, narrador e ensaísta. Estudou Arte Dramática, mestrado em Letras na UNAM e Teatro em Nova Iorque, com bolsa da Fundação Rockefeller. Foi diretor da Escola de Verão da Universidade de Guanajuato e professor do Instituto de Verão da Universidade de Bradley, Illinois.


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