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Antigitanismo e agência cigana

Antigitanismo e agência cigana Imagen: «Proud Roma», de Pablo Vega. Diseño: Lola Montero (Instituto Cervantes)

A recuperação da memória histórica em torno da perseguição e exclusão das comunidades ciganas encontrou no documentário um meio de expressão para destacar os momentos em que se levou a cabo, a nível político, o extermínio dessas comunidades. Desde a perspetiva da lei espanhola de 2022, que reconhece especificamente o antigitanismo como crime de ódio, até 2029, ano em que é promulgada a obrigatoriedade de ensinar a História do Povo Cigano no currículo educativo do ensino obrigatório em Espanha, a reivindicação de uma história omitida representa uma nova aposta para dar a conhecer a história dessas comunidades como parte integrante da História espanhola.

Nesta sessão dupla, é apresentada a curta-metragem Proud Roma, que traz para o presente a voz de uma comunidade ignorada pelos relatos hegemônicos, tendo como pano de fundo a figura emblemática de Charlie Chaplin, de origem cigana por várias linhas da sua linhagem. Em segundo lugar, o documentário de Pilar Távora sobre a Grande Redada Cigana, levada a cabo em 1786 com o objetivo de prender e expulsar todas as pessoas ciganas do território espanhol, é um dos episódios mais brutais da história moderna do país, que deve ser conhecido como um elemento crucial da memória histórica espanhola.

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