Os rios profundos de José María Arguedas
Nos primeiros meses de 2026, leremos parte da obra Os rios profundos, do peruano José María Arguedas, para celebrar os 115 anos de seu nascimento. Os rios profundos é o terceiro romance do escritor peruano José María Arguedas. O título da obra (em quéchua, Uku Mayu) alude à profundidade dos rios andinos, que nascem no topo da cordilheira dos Andes, mas ao mesmo tempo se refere às sólidas e ancestrais raízes da cultura andina, que, segundo Arguedas, constituem a verdadeira identidade nacional do Peru. De acordo com a crítica especializada, esse romance marcou o início da corrente neoindigenista, pois apresenta pela primeira vez uma leitura do problema do indígena a partir de uma perspectiva mais próxima a ele, mérito que compartilha com a obra do escritor mexicano Juan Rulfo. A maioria dos críticos concorda que esse romance é a obra-prima de Arguedas. José María Arguedas (Andahuaylas, 18 de janeiro de 1911 – Lima, 2 de dezembro de 1969) foi um narrador, poeta, professor e antropólogo peruano. Foi autor de romances e contos que o levaram a ser considerado um dos grandes representantes da literatura do Peru. O crítico Martin Seymour-Smith considera Arguedas “o maior romancista de nosso tempo”, que escreveu “algumas das prosas mais poderosas que o mundo já conheceu”. Os Círculos de Leitura acontecem às quartas-feiras, às 18h, e às quintas-feiras, às 16h. Sempre com duração de uma hora, a leitura é dinamizada pelo bibliotecário Luis Fernando Cardona. Os encontros são híbridos: presenciais e via Zoom. Para participar, basta solicitar a inscrição pelo e-mail da biblioteca.
