O Clube de Leitura da Biblioteca Gonzalo Torrente Ballester, em Lisboa, organiza este mês de janeiro a sua primeira sessão com a leitura do livro Carcoma.
Todas as casas guardam a história daqueles que as habitaram. As paredes desta casa perdida no pântano falam de vozes que surgem debaixo das camas, de santas que aparecem no teto da cozinha, de desaparecimentos que nunca são resolvidos. Os vizinhos renegam as suas duas habitantes à luz do dia, mas todos recorrem a elas quando ninguém os vê. A avó passa os dias a falar com as sombras que vivem atrás das paredes e dentro dos armários. A neta regressa a casa após um incidente com a família mais rica da aldeia. Agora, ao desvendar a história da casa, começam a perceber que as sombras que a habitam estiveram sempre do seu lado.
Layla Martinez (Madrid, 1987). Escritora e colunista. Formou-se em Ciências Políticas pela Universidade Complutense de Madrid e, posteriormente, fez um mestrado em Sexologia pela Universidade de Alcalá de Henares. Em 2012, publicou o livro de poemas El libro de la crueldad (O livro da crueldade); em 2015, lançou Las canciones de los durmientes (As canções dos adormecidos). Em 2020, publicou o ensaio Utopía no es una isla, que reflete sobre como a forma como a sociedade imagina o futuro está fortemente associada aos produtos culturais que consome. Em 2001, publicou Carcoma (editora Amor de Madre), que trata da violência de género e de classe num contexto de terror que tem como pano de fundo a Guerra Civil Espanhola; foi nomeada para «melhor obra de ficção científica e fantasia em espanhol» nos prémios Celsius de 2022 e ganhou: prémio como «obra revelação» nos prémios do Festival 42, prémio Ignotus 2022 para Melhor Novela Curta. Também escreveu em jornais e participou em antologias. Em setembro de 2024, foi nomeada para o National Book Award por Carcoma.
